quarta-feira, 12 de outubro de 2011
A FORMOSURA
A FORMOSURA
(Sergio Lopes)Somos cativos, todos nós, da formosura,
Porque a beleza é chave que abre portas;
Mas convivemos com coisas feias e tortas
Fingindo não se importar com a feiúra.
Se não podemos possuir o que é formoso
Valorizamos o feio que possuímos,
E a começar do espelho nos iludimos
Em transformar o que é feio no que é charmoso.
Mas revelamos o que em verdade pensamos
Quando os bichinhos e objetos que compramos
São escolhidos por critérios de beleza!
Negar a força da beleza é fingimento;
Ninguém escolhe feiúra ou sofrimento;
Mas é o belo que sempre nos dá tristeza...
OS POETAS
Poetas são, por natureza, inconformados
Com a despoesia das vidas acinzentadas;
Com o sacrifício dos amores anulados
Pelo egoísmo das pessoas mal amadas
Poetas são, por natureza, solitários
A multidão que o acompanha são seus versos
No tempo em que viver são como missionários
De um lado a outro, seus escritos são dispersos
Mas quando finalmente morrem os poetas
Surgem os críticos, editores com suas metas
De publicar cada soneto rabiscado;
E só assim o mundo aceita a poesia:
Sendo o poeta vivente, ninguém ouvia.
Quando se cala, seu poema é idolatrado.
Sérgio Lopes.
Com a despoesia das vidas acinzentadas;
Com o sacrifício dos amores anulados
Pelo egoísmo das pessoas mal amadas
Poetas são, por natureza, solitários
A multidão que o acompanha são seus versos
No tempo em que viver são como missionários
De um lado a outro, seus escritos são dispersos
Mas quando finalmente morrem os poetas
Surgem os críticos, editores com suas metas
De publicar cada soneto rabiscado;
E só assim o mundo aceita a poesia:
Sendo o poeta vivente, ninguém ouvia.
Quando se cala, seu poema é idolatrado.
Sérgio Lopes.
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